Psicólogos de plantão agora · espera média de ~2 min para falar por telefone. · espera ~2 min
Ansiedade

Crise de ansiedade: o que fazer agora, passo a passo

Se a crise é agora, comece pelo primeiro passo desta página e leia o resto depois. Em poucos minutos o corpo começa a desacelerar.

Está em crise agora?

Você não precisa passar por isso sozinho. Um psicólogo de plantão pode ouvir você pelo telefone em poucos minutos, a qualquer hora. Se houver risco de vida, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU): os dois atendem 24 horas e são gratuitos.

Falar com um psicólogo agora

O coração dispara, a respiração fica curta, as mãos suam e vem aquela sensação de que algo terrível está prestes a acontecer. Pode ser no meio do trabalho, dentro do carro, na fila do mercado ou às três da manhã, sem aviso. Se você está assim neste momento, respire: uma crise de ansiedade é intensa, assustadora, e passa.

Este texto foi escrito para ser lido em plena crise. Os três primeiros passos levam poucos minutos e podem ser feitos em qualquer lugar. Depois, com o corpo mais calmo, você encontra a explicação do que aconteceu e o que fazer para que isso não mande na sua vida.

Passo 1: devolva o ar ao corpo

Numa crise, a respiração fica curta e rápida, e é isso que mantém o alarme ligado. O caminho mais rápido para desacelerar é soltar o ar por mais tempo do que você o puxa. Uma forma simples, conhecida como respiração 4-7-8:

  • Inspire pelo nariz contando até 4.
  • Segure o ar contando até 7.
  • Solte pela boca, devagar, contando até 8, como se estivesse assoprando uma vela sem apagá-la.

Repita quatro vezes. Se contar até 7 for demais agora, use 4 e 6: o que importa é a saída do ar ser mais longa que a entrada. Nos primeiros ciclos pode parecer que nada muda. Insista: o corpo costuma responder entre um e três minutos.

Passo 2: traga a atenção de volta para o presente

A crise vive no futuro: "e se eu passar mal", "e se ninguém puder me ajudar". Trazer os sentidos para o que está aqui interrompe esse ciclo. É o exercício 5-4-3-2-1, e você pode fazê-lo em silêncio:

  • 5 coisas que você (a xícara, a maçaneta, a mancha na parede).
  • 4 coisas que você ouve (o ventilador, um carro passando).
  • 3 coisas que você sente no corpo (o pé no chão, o tecido na pele).
  • 2 coisas que você cheira, ou dois cheiros de que gosta.
  • 1 coisa que você consegue saborear, nem que seja um gole de água.

Se ajudar, lave o rosto com água fria ou segure um copo gelado por alguns segundos. O contato com o frio dá ao cérebro uma informação nova e concreta, e ajuda a cortar o loop do pensamento.

Passo 3: dê nome ao que está acontecendo

Diga, em voz alta ou por escrito: "isto é uma crise de ansiedade. É muito desconfortável, não é perigoso, e vai passar." Parece pequeno, mas nomear tira o corpo do modo "ameaça desconhecida", que é o que mais assusta. Você não está enlouquecendo nem perdendo o controle: está tendo uma reação intensa de um sistema de alarme que disparou fora de hora.

Se puder, mande uma mensagem ou ligue para alguém e diga simplesmente: "estou em crise de ansiedade, fica na linha comigo um pouco". Não é fraqueza. Falar em voz alta com outra pessoa acelera a saída da crise, e é exatamente por isso que existe o plantão por telefone.

O que não ajuda (e piora)

  • Brigar com a crise. Tentar "parar de sentir" na força aumenta a tensão. Aceite que ela está acontecendo e cuide da respiração.
  • Buscar sintomas na internet. Em crise, o cérebro lê tudo como confirmação do pior.
  • Café, energético ou álcool. Os dois primeiros aceleram o corpo; o terceiro alivia por minutos e devolve a ansiedade mais forte depois.
  • Ficar sozinho por vergonha. Crise não é frescura, e ninguém precisa atravessá-la calado.

Quanto tempo dura uma crise de ansiedade?

O pico costuma durar de 10 a 30 minutos, e a sensação de cansaço pode ficar por algumas horas. Isso é importante: por mais insuportável que pareça, existe um fim, e ele não depende de você fazer tudo certo. Seu trabalho na crise é apenas atravessar, não resolver a vida.

Quando procurar ajuda imediata

Procure atendimento médico agora, pelo 192 (SAMU) ou no pronto-socorro mais próximo, se houver dor no peito que não passa, falta de ar intensa, desmaio, confusão mental, ou se for a primeira vez que você sente algo assim e tem dúvida sobre o que é. Sintomas de ansiedade e de problemas cardíacos podem se parecer, e essa checagem é cuidado, não exagero.

Se vier à cabeça a ideia de se machucar ou de acabar com tudo, ligue 188 (CVV) agora. É gratuito, 24 horas, sigiloso, e existe exatamente para essa hora.

Depois da crise: o que reduz a próxima

Passada a tempestade, vale olhar para o que a alimenta. Não dá para prometer que nunca mais vai acontecer, mas dá para diminuir muito a frequência:

  • Sono. Poucas noites mal dormidas já bastam para deixar o alarme mais sensível.
  • Movimento. Caminhar 20 ou 30 minutos por dia queima parte da adrenalina que a ansiedade produz.
  • Cafeína. Vale testar reduzir por duas semanas e observar a diferença.
  • Falar. Guardar tudo aumenta a pressão. Um acompanhamento psicológico ajuda a entender os gatilhos e a responder a eles de outro jeito.

Se as crises se repetem, procure avaliação com psicólogo e, se indicado, com psiquiatra. Transtornos de ansiedade têm tratamento com boa resposta, e quanto antes se começa, menos a vida vai sendo organizada em torno do medo.

Perguntas frequentes

Crise de ansiedade e ataque de pânico são a mesma coisa?

São parentes, mas não idênticos. A crise de ansiedade costuma crescer aos poucos, ligada a uma preocupação identificável. O ataque de pânico chega de repente, atinge o pico em cerca de dez minutos e vem com sintomas físicos fortes, além do medo de morrer ou de perder o controle. Os primeiros socorros são os mesmos: respiração, ancoragem no presente e companhia.

Dá para ter crise de ansiedade dormindo?

Sim. Não é raro acordar no meio da noite com o coração disparado e a sensação de perigo. O corpo continua monitorando ameaças enquanto você dorme, e o silêncio da madrugada deixa tudo mais alto. Vale o mesmo passo a passo, com uma luz acesa e água por perto.

Preciso tomar remédio para parar uma crise?

Nem toda crise pede medicação, e essa decisão é sempre médica. Nunca use um remédio que foi receitado para outra pessoa. Se as crises são frequentes, converse com um psiquiatra: em alguns casos o tratamento combina medicação e psicoterapia, em outros só a psicoterapia basta.

Falar com um psicólogo por telefone ajuda na hora da crise?

Ajuda, e por um motivo simples: colocar em palavras o que está acontecendo, para alguém treinado para ouvir, tira você do loop do pensamento e devolve o senso de controle. Não substitui acompanhamento contínuo, mas atravessa o momento agudo com você em vez de deixar você sozinho com ele.

Não quer atravessar isso sozinho?

No PsiPronto você pede a ligação e a plataforma liga para o seu telefone: quem atende é um psicólogo de plantão com CRP ativo, 24 horas por dia. Sem agendamento, sem câmera, sem assinatura. R$ 200 por atendimento de até 60 minutos.

Peça ajuda agora Veja como funciona

Leia também


Fontes e referências: Organização Mundial da Saúde (OMS): panorama global sobre transtornos de ansiedade · Ministério da Saúde: materiais informativos sobre saúde mental e primeiros cuidados · CVV (Centro de Valorização da Vida) · Resolução CFP nº 09/2024.

Conteúdo produzido pela Equipe PsiPronto e revisado por Michele Lídia Mikosz, Psicóloga, CRP 08/18392, responsável técnica da plataforma. Publicado em 28/08/2026.

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Ele não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento com psicólogo ou médico. Se você está em sofrimento, procure um profissional de saúde. Em emergência, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU).

Peça ajuda agora